Quero te fazer uma canção S1 EP02

Título da música: Me deixa ser o seu coyote
Estilo: Bolero/Pop/Lambada
Quem seria capaz de gravar: Gipsy Kings, numa participação num disco do Latino
Inspiração: A mistura preocupante de um CD do Bacilos com uma reportagem sobre imigração ilegal.
Nível de apuro técnico da composição na “Escala Rogério Flausino”: 4/9
Opinião do meu irmão: “Cara, você parece o Latino…Só faz música ruim…”
“Eu não preciso de mais nada/para tentar ser feliz
você precisa de um cara/pra te tirar do país
eu não sou lá tão bonito/nem tão esperto assim
mas meu amor, acredito/ você vai gostar de mim
sei que você é fugitiva/matou dois lá em Belém
roubou carro da polícia/mas por mim tá tudo bem
te chamam de serial killer/mas eu não vou nem ligar
se você quer vir comigo/claro que vou te levar
refrão
me deixa ser seu “coyote”/ te faço sair e entrar
vamos dormir em Chihuahua/vamos transar em LA
eu que comando a fronteira/ digo que entra e quem sai
pode trazer sua vizinha/seu primo, seu irmão e seu pai
me deixa ser seu “coyote”/te faço sair e entrar
vamos dormir em El Paso/ no Texas vamos casar
meu amor não tem fronteira/e se tiver posso burlar
te escondo na parte traseira/pra imigração não pegar
Eu quero ficar contigo/seja em Seattle ou Monterrey
você eu garanto que passa/o resto do povo eu não sei
linda, eu te amo tanto/quero fazer de tudo contigo
tá bom, tudo não pode/no sul dos EUA isso é proibido
Você muda seu nome pra Sally/eu mudo pra Ringo Starr
Viramos dois jovens nativos/aposto nem vão notar
Só quero é ficar do teu lado/me diz que me quer também
Senão te largo em Piedras Negras/sem grana e sem ninguém”
Trecho de auto-biografia #2

“E com doze anos a minha mãe me colocou na terapia infantil por causa de problemas de auto-estima. Depois de dez sessões eu ainda me sentia chato, excluído e sem importância. Mas pelo menos já tinha curado o problema de insônia da minha terapeuta.”
Diálogos de filmes que eu nunca vou fazer #1

“Olha, amor, eu não sei mais o que eu sinto…Essa relação nossa, entende? Eu não sei se é isso que eu quero, se eu estou preparada…”
“Mas Alice…é cedo demais pra terminar…”
“Como assim? Você acha que a gente devia tentar de novo? Você ainda acredita que pode dar certo?”
“Não, é que são 06:15 da manhã e você me liga pra ter uma papo desses? Pô, ta cedo demais…Me liga depois das 10:00 e a gente termina, pelo amor de Deus…”
+8 sinais de nerdice hardcore

1- Você pediu revisão do seu teste vocacional quando notou que entre os resultados finais não existiam as opções “Lanterna Verde” e “Soldado Imperial”.
2-Você já chamou uma mulher pra ir na sua casa jogar Dota.
3-Você realmente jogou Dota com ela.
4-Você atualizou seu blog na noite da sua lua-de-mel.
5-Você freqüenta o blog do Chewbacca.
6-Você comenta, em wookie, o blog do Chewbacca. E não chama de Chewbacca, chama de Chewie, porque são chegados.
7-A frase mais sexy que você já ouviu na sua vida foi “Nossa, onde você comprou essa camisa do Lanterna Verde tinha um modelo feminino?”
8-Você saiu de uma sessão de “Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” dizendo “puxa, foi rápido, não? Eu podia assistir mais uma hora, pelo menos…”
Pessoas que justificam piadas

Muita gente costuma ter a idéia errada de comparar as torcidas de Flamengo e Corithians, fazendo certas associações estranhas e conexões esquisitas, apenas por serem os dois clubes com maior número de torcedores no Brasil e por terem o hábito de contar com dirigentes fanfarrões. Claro, esse tipo de conexão é feita principalmente por torcedores traumatizados de clubes menores, como Vasco, Fluminense, Palmeiras e São Paulo. (os torcedores do Botafogo não fazem esse tipo de comparação porque acham que dá azar e pode fazer o Cuca voltar ao clube) Evidentemente um flamenguista é um flamenguista e um corinthiano é um corinthiano. Se eles cantam que são “maloqueiros e sofredores”, é evidente que a torcida do Flamengo, mesmo quando maloqueira, não faz questão de ficar pensando nisso, fora que a gente não torce pra sofrer. Se fosse pra sofrer todo mundo torcia pro Mequinha que nem meu avô e o Trajano.
Se o corinthiano é um apaixonado sofredor, quase um caso daqueles de amor irracional, o famoso “fiel”, o flamenguista, talvez pelo temperamento carioca do clube, tende a ser mais leve, mais tranqüilo, um amor não menor, mas menos sofrido. Claro, tem sempre essa parcela da torcida que invade o treino ou ataca os ônibus do Botafogo (o que dá azar para os botafoguenses, claro), mas não é por causa de uma ínfima minoria de, sei lá, 50% que se deve pensar coisas ruins sobre uma torcida.
Mas, mesmo com todas as diferenças entre as torcidas de Flamengo e Corithians, só posso recorrer a uma frase de um célebre corinthiano, a lenda Vampeta, pra comentar a possível punição do goleiro são-paulino Bosco por ter reclamado com o juiz que o uniforme azul não combinava com as meias pretas: “bando de bambi!”
Chad Vader, o gerente – Episódio 1
Uma das coisas mais legais já vistas na internet em todos os tempos. Espero que todos já tenham visto, se não tiverem, aproveitem essa chance.
Quero te fazer uma canção S1 EP01

Título da música: O cara que dorme com a Shirley Manson
Estilo: Indie/Pop
Quem seria capaz de gravar: Bidê ou Balde, numa semana ruim.
Inspiração: A combinação fatal do clipe de “I Only Happy when it rains” com bebidas destiladas.
Nível de apuro técnico da composição na “Escala Rogério Flausino”: 3/9
Opinião do meu irmão: “Cara, você parece o Evandro Mesquita…Só faz música igual…”
“Eu sei, meu pai é contra
minha mãe vai reclamar
mas você não escolhe a mulher que vai amar
Talvez com a Aninha eu pudesse ser feliz
Vai que com a Poliana até mudasse do país
Quem sabe o pai da Elisa me arrumava um emprego
Talvez com a Aline eu até tivesse sossego
(refrão)
Mas nada disso eu quero, minha ruiva você sabe
não me importa a língua, eu não ligo pra idade
Shirley fica comigo, dane-se o que eles pensam
só quero é ser o cara que dorme com a Shirley Manson
Eu sei eu moro em Minas
e você vive em Londres
mas fica tranquila o meu amor chega longe
Ok, não sou bonito, boa pinta coisa assim
não tenho dinheiro, ninguem quer dar pra mim
mas eu te amo tanto, saiba não é só tesão
te quero de verdade, vai me diz se é sim ou não
Podia achar alguém que quisesse cuidar de mim
Alguém que fosse bonitinha, eu não sou tão ruim
Talvez até gatinha, pensa Shirley, olha só
eu podia mudar de vida, dizem que ia ser melhor”
(refrão)
Mas nada disso eu quero, minha ruiva você sabe
não me importa a língua, eu não ligo pra idade
Shirley fica comigo, dane-se o que eles pensam
só quero é ser o cara que dorme com a Shirley Manson”
Bônus track: Um link para “Quero te fazer uma canção”, em formato wma, cantada por mim. E Yuri, eu estou praticando no Fruit Loops e aprendendo a tocar gaita. Seremos a sensação indie da música em 2009, esteja certo disso. Ainda faremos um show com a Mallu Magalhães, eu vou chegar nela e ela vai me dar um fora porque eu sou infantil.
Quero te fazer uma canção…

Eu sempre gostei muito de música, desde pequeno. Primeiro com os discos de bossa nova e tropicália do meu pai, depois com o “alternativo/bizarro” de mamãe e posteriormente o pop rock que eu ouvia nas rádios. Com o tempo meu gosto foi se aprofundando, até chegar na mistura atual, composta de rock alternativo, folk, coisas indies engraçadinhas e bandas randômicas que não se encaixam lá em muitas coisas. E nesse meio tempo a música sempre fez parte da minha vida, seja com o som do quarto ligado, seja com o WMP do PC e seu modo shuffle mágico, seja com o mp3 que me fez virar um semi-autista.
E claro, como eu gosto de escrever (ainda que a escrita não retribua esse carinho todo), nada mais natural do que passar a tentar compor, pra ver no que ia dar. O problema é que eu nunca aprendi a tocar nenhum instrumento musical, nada, nadica. Tentei violão, mas não segui em frente. Quis aprender a tocar baixo, mas não tinha grana pra comprar um, e só agora com 23 anos, me decidi a arrumar uma gaitinha e tentar descobrir como tocar, nem que seja só pra me fazer companhia em casa enquanto eu ouço Bob Dylan.
Mas evidentemente isso não me impediu de compor algumas canções. Na verdade, várias canções. Tanto que nos tempos do colégio eu, diante dos olhos atônitos de Yuri e outros colegas, compus, sozinho, dois forrós, um reggae, um tango e seis pequenos rocks, além de uma balada romântica e duas músicas do Zé Augusto, tudo isso durante uma aula dupla de matemática. Já na faculdade eu compus não só o hino do time de futsal do meu curso como também um samba enredo de cunho educativo/sexual, mais de duas dezenas de funks e várias músicas de inspiração grunge. Ou não.
Então passarei a colocar aqui, de tempos em tempos, algumas das minhas composições, todas feitas na base do “imagino uma melodia e escrevo uma letra”, método que seria ótimo se eu conseguisse lembrar da melodia depois e a letra não ficasse totalmente desconjuntada. Ê merda de vida de compositor.

